Legaltechs ou Lawtechs são empresas (startups) de Tecnologia que oferecem serviços para Advogados, Escritórios de Advocacia ou até mesmo Departamentos Jurídicos. 

1. Tudo começa com uma ideia

Não necessariamente você precisa ter uma ideia que vá mudar o mundo completamente. Você deve perceber à sua volta se existe algum problema (o que nas Startups, chamamos de dor), que um ou mais Advogados que você conheça estão enfrentando, ou já “sofrem” há muito tempo.

Inovação não pressupõe somente criar algo totalmente novo, que não exista no mercado.

Inovação também pode ser:

  • Explorar novos nichos ou subnichos de mercado
  • Agregar mais valor em serviços ou ferramentas
  • Melhorar a eficiência de processos existentes

2. Fale com o máximo de pessoas possível

O mundo está cheio de ideias e o que vale mesmo é a execução. Não tenha medo de falar com todo mundo, ou se passar por ridículo. Isso, com certeza, vai acontecer.

Você deve validar se a dor que você encontrou, realmente vale a pena ser resolvida e se ela atinge não só um, como centenas de milhares de Advogados, no caso de uma Legaltech.

A dor encontrada tem que ser um problema grande, para que você consiga escalar seu produto ou serviço.

3. Nesse momento, vale muito pena você pensar no propósito do seu negócio. Qual o seu porquê?

Existe um termo que foi cunhado por Salim Ismail, diretor e fundador da Singularity University e autor do livro Organizações Exponenciais, que é o PTM – Propósito Transformador Massivo, do seu negócio.

Por exemplo, o PTM do Google é: Organizar as informações do mundo. O da Elevia surgiu muito naturalmente quando começamos a entender nosso papel como produto / serviço. O nosso PTM é: Promover mais liberdade para Advogados focarem naquilo que importa.

Leia também sobre o conceito Golden Circle de Simon Sinek, que afirma os seguinte:

As pessoas não compram o que você faz, elas compram o porque você faz!

4. Comece com um MVP (Minimum Viable Product), o mais rápido e barato possível

O MVP, ou em português, Produto Mínimo Viável, como o nome já diz, trata-se de um produto funcional e com poucos recursos. Apesar de ser trabalhado com o mínimo de recursos possíveis, ele precisa manter sua função de solução para a qual foi criada e entregar valor ao cliente.

O produto mínimo viável não é um protótipo criado para dar errado ou para as pessoas não gostarem do produto. O que deve acontecer é exatamente o contrário. O MVP já faz parte do produto final e precisa, obrigatoriamente, entregar um valor grande para convencer o seu público, no caso os advogados, de que aquilo dará certo.

A função do MVP é validar se realmente os seus potenciais clientes vão querer o seu produto.

5. Aplique o conceito de Lean Startup: Construir, Medir e Aprender.

Livro A Startup Enxuta: 3 lições do método “lean startup” para seu ...

Uma vez que o seu MVP está lançado, ou seja, está no mercado, você deve medir e aprender o mais rápido possível com ele, usando dados / insights que ele próprio proporcionará à você.

À medida que você vai aprendendo, você deve ir melhorando ou incluindo novos recursos para que gerem mais valor para o seu seu cliente final. Foque no cliente.

Faça isso, conversando com seu cliente, sempre! Desenvolva o seu negócio a quatro mãos com o cliente e não só para o cliente.

O que às vezes você imagina ser bom para o cliente, nem sempre é o que ele deseja realmente.

6. Fique de olho nas métricas mais importantes

Existem inúmeras métricas para ficar de olho na sua Legaltech. As mais importantes são: LTV, CAC, Churn e ARPA. Veja abaixo:

LTV (Life Time Value)

Lifetime value ou “Valor do tempo de vida do cliente” é uma métrica do marketing e vendas que estima a potencial receita e lucro futuros gerados por um cliente. Este cálculo leva em consideração o valor e recorrência de compras, incluindo aí produtos e serviços derivados.

CAC (Custo de Aquisição de Clientes)

Custo de Aquisição de Clientes (CAC) é uma métrica comum no âmbito das Startups e muito importante para a análise de viabilidade de um determinado modelo de negócios. Comumente é realizada uma comparação entre o CAC e o Valor do tempo de vida do cliente (LTV) para definir a lucratividade de um determinado negócio.

Churn (Taxa de Cancelamento dos Clientes)

O churn, também conhecido como churn rate, é um indicador que mede o índice de evasão dos clientes , ou seja, a taxa de cancelamento.

Isso quer dizer que o famoso churn é o responsável por dizer para os gestores quantos clientes eles estão perdendo, seja por mês, a cada 6 meses ou por ano.

Ele é importante porque, se seu negócio está perdendo muitos clientes, ou seja, está com o churn alto, é sinal de que há algum problema que precisa ser melhorado.

Pode ser o seu produto, que não está adequado às expectativas dos clientes, pode ser o atendimento da sua equipe, que está deixando a desejar, enfim, é preciso investigar onde está o ponto fraco.

ARPA (Receita Média por Usuário)

A receita média por conta (às vezes conhecida como receita média por usuário ou por unidade), normalmente abreviada para ARPA, é uma medida da receita gerada por conta, geralmente por ano ou mês.

Podemos dizer que ela representa a receita média por cliente — lembrando que um cliente pode ter mais de uma conta, dependendo das características de seu produto/serviço.

O ARPA permite a análise da geração de receita e crescimento de uma empresa, o que pode ajudar os investidores a identificar quais produtos geram receitas maiores ou menos.

É uma forma também da própria empresa identificar o que faz determinados produtos serem mais bem aceitos no mercado que outros.

E você, já pensou em criar uma Legaltech, mesmo sendo Advogado? Comenta aqui embaixo pra gente enriquecer a discussão.

Tamo junto nessa jornada! 🚀